Estudos sobre novas formas residenciais

Estudos sobre novas formas residenciais

A responsabilidade da partilha de gestão dos espaços comuns de habitação, até à década de 80, na cidade de Lisboa e Porto era limitado praticamente à gestão da limpeza, pois a grande maioria dos edifícios de propriedade horizontal dificilmente chegavam às duas dezenas de fogos num conjunto em que todos os vizinhos se conheciam totalmente.

O conceito de bairrismo, mais estreito ainda, a pertença à rua X, era enraizado no crescimento de novas gerações em contacto de brincadeiras na rua e pela existência de um comércio local fidelizado pela proximidade e conhecimento pessoal.

A dinâmica da realidade actual transformou naturalmente essas situações em história, mas a nossa memória deixou gravada os aspectos positivos que derivavam da facilidade de obter experiências e emoções dessa pequena dimensão de organização urbanística.

As cidades desenvolveram-se e a propriedade horizontal cresceu, tanto em tamanho como em organização!

O aumento vertical dos edifícios trouxe conforto mas também necessidades suplementares de gestão e desconhecimento do próximo. Os conceitos residenciais evoluíram e os equipamentos e espaços aumentaram com a dimensão dos condomínios.

A privacidade e a segurança introduziram novas formas e muitos empreendimentos habitacionais passaram a incluir equipamentos urbanísticos, tradicionalmente públicos, como jardins e arruamentos, em espaços privados. No entanto o ritmo de vida actual não facilita a interacção e o conhecimento de proximidade dessas comunidades.

A dimensão, o ritmo de vida, a segurança são assim factores condicionantes da qualidade da vivência nostálgica da urbanização residencial das décadas de 60 e 70.

 

Esta temática tem sido objecto de estudo em várias partes do mundo como comprova a imensa publicação científica disponível *.

 

 

O Livingroop tem, na sua génese, a preocupação de oferecer as ferramentas que permitam minimizar as questões relacionadas com as resistências da vida actual à vivência de melhores experiências e mais emoções das relações residenciais nas novas formas de organização habitacional urbana.

 

* Em Lisboa alguns trabalhos de investigação foram executados em escolas como o ISEG e o ISCTE. Na internet é igualmente possível aceder a documentação, nacional e internacional, sobre o assunto.

Em anexo pode verificar um artigo de autor sobre a importância da inclusão de Assembleias Gerais partilhadas via WEB numa rede social fechada, e a sua influência na dinamização das comunidades residenciais.

 

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