
A dinâmica da realidade actual transformou naturalmente essas situações em história, mas a nossa memória deixou gravada os aspectos positivos que derivavam da facilidade de obter experiências e emoções dessa pequena dimensão de organização urbanística.
As cidades desenvolveram-se e a propriedade horizontal cresceu, tanto em tamanho como em organização!
O aumento vertical dos edifícios trouxe conforto mas também necessidades suplementares de gestão e desconhecimento do próximo. Os conceitos residenciais evoluíram e os equipamentos e espaços aumentaram com a dimensão dos condomínios.
A privacidade e a segurança introduziram novas formas e muitos empreendimentos habitacionais passaram a incluir equipamentos urbanísticos, tradicionalmente públicos, como jardins e arruamentos, em espaços privados. No entanto o ritmo de vida actual não facilita a interacção e o conhecimento de proximidade dessas comunidades.
A dimensão, o ritmo de vida, a segurança são assim factores condicionantes da qualidade da vivência nostálgica da urbanização residencial das décadas de 60 e 70.
Esta temática tem sido objecto de estudo em várias partes do mundo como comprova a imensa publicação científica disponível *.
* Em Lisboa alguns trabalhos de investigação foram executados em escolas como o ISEG e o ISCTE. Na internet é igualmente possível aceder a documentação, nacional e internacional, sobre o assunto.
Em anexo pode verificar um artigo de autor sobre a importância da inclusão de Assembleias Gerais partilhadas via WEB numa rede social fechada, e a sua influência na dinamização das comunidades residenciais.